A Escola de Teatro da Fundação das Artes

Eu não tenho paredes.
Só tenho horizontes!!
Mário Quintana

Durante algum tempo, usava-se o termo “quarta parede” em Teatro. Deve existir, mas eu a aboli de mim. A quarta parede era o espaço que dividia a obra do público. Mas o público faz parte da obra também. Afirmo isto toda vez que sou público. Faço parte daquilo porque quero ser tocado, quero emocionar-me em várias possibilidades de emoções. A emoção nos lembra que estamos vivos e estar vivo é um grande presente.

Quando uma Mostra começa (poderia ser chamado de Festival tamanho o número de apresentações e pessoas envolvidas) espero que todas as paredes caiam. Que eu veja diante de mim horizontes infinitos de sentimentos e beleza. A Arte permite isto, que haja beleza em todas as possibilidades.

Para que esta parede caia houve um trabalho de meses. Um trabalho de descobertas que envolveram jogos, improvisos, ensaios repetidos, desafios superados e a descoberta de potencialidades que estavam escondidas, mas que foram descobertas diante de tantas paredes derrubadas.

Com as paredes ao chão, um novo espaço surge. O espaço da construção do diálogo, da poesia que a Arte nos possibilita, do novo que sempre habita em nós.

Sem as paredes podemos ver o horizonte, o céu estrelado, o mar e o que mais quisermos imaginar. Um novo horizonte surge com a nossa Mostra. Que possamos ver além das estrelas, que possamos ser elas – as próprias estrelas.

Feliz Mostra Fundação das Artes de Teatro Segundo Semestre - 2018

Celso Correia Lopes
Coordenador da Escola de Teatro