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A FUNDAÇÃO


A Fundação das Artes de São Caetano do Sul é uma instituição de ensino e pesquisa em artes que oferece cursos técnicos e livres nas áreas de artes visuais, dança, música e teatro. Proporciona a seus estudantes experiências de criação e difusão artística voltadas para a prática coletiva, por meio da ação cultural em sua sede e em diversos locais dentro e fora da cidade.

 

Além das aulas, a Fundação das Artes estimula a experimentação e profissionalização com a manutenção de grupos e organismos de práticas artísticas que integram professores, alunos, ex-alunos e artistas convidados. A produção artística derivada das atividades pedagógicas é apresentada ao público numa intensa programação cultural gratuita e aberta, que estimula a formação de platéias e divulga o trabalho de docentes e discentes, contribuindo ao mesmo tempo para a oferta cultural na região mediante a realização de festivais, concertos, temporadas de teatro e dança, exposições, oficinas e debates.

 

Uma das mais antigas e importantes escolas de formação artística do país, a Fundação conta com um corpo docente estável, cuja proficiência é reconhecida no meio acadêmico e cultural. Graças a uma gestão sólida, a Fundação pode cobrar mensalidades acessíveis e oferecer diversas oportunidades de aprendizado. Em mais de cinco décadas de atividade, alcançou reconhecimento nacional como entidade cultural de excelência.


HISTÓRIA

 

Nos anos 1960, o crescimento populacional e o influxo de receitas econômicas ensejaram uma visão de desenvolvimento mais ampla no município de São Caetano do Sul. Na gestão do prefeito Walter Braido (1965-1969) foram destinados investimentos maciços à criação de estabelecimentos de ensino básico e superior. No final do primeiro mandato de Braido, articulou-se em torno do Departamento de Educação e Cultura um projeto de instituição cultural. Milton Andrade, personalidade de destaque no setor das artes e secretário-executivo do Departamento, foi um dos proponentes da criação de uma escola de artes.

Em 25 de abril de 1968 nascia oficialmente a Fundação das Artes de São Caetano do Sul, da qual Milton Andrade foi nomeado Diretor Geral. Inicialmente foram implantados os cursos de música, teatro e artes visuais, um ano depois o curso de dança. Em 1969 a Fundação passou a ocupar o prédio da Rua Visconde de Inhaúma, ao qual veio se acrescentar em 2020 uma segunda unidade no bairro Santa Paula.

ILUSTRES ALUNOS E PROFESSORES DA FUNDAÇÃO DAS ARTES

Ao longo de 53 anos, reconhecidos nomes do cenário artístico brasileiro passaram pela Fundação das Artes. Seja como alunos, que a partir do conhecimento adquirido na instituição trilharam carreiras de sucesso, ou como professores, que dividiram sua rica experiência para contribuir na formação de milhares de artistas, deixaram sua marca na história da Fundação. Conheça alguns desses nomes: 


CASSIA KISS

Nascida em São Caetano do Sul, Cassia Kiss iniciou os estudos na Fundação das Artes em 1974, com o curso Introdução em Música. No Teatro Timochenco Wehbi, participou de peças como “Da Farofa ao Caviar”, “Alice, O Que Uma Menina Bonitinha como Você Faz num País como Esse” e “Coronel dos Coronéis”, com o também ator Marcos Frota, sob direção de Ulysses Cruz.

MARCOS FROTA

Ator, artista circense e empresário, Marcos Frota integrava um grupo de atores amadores coordenados pelo diretor Ulysses Cruz, quando ingressou na Fundação das Artes. A ideia era criar um grupo de teatro na instituição, além de projetar as atividades de formação artística em música, dança e artes plásticas. Permaneceu na Fundação de 1979 a 1983, até sua saída para estrear a novela Vereda Tropical, da TV Globo.

FABIO ASSUNÇÃO

Ator e diretor teatral, Fabio Assunção iniciou o curso de Teatro – Habilitação Profissional de Ator na Fundação das Artes em 1989, cursando três semestres. Em 1990, o ator realizou um teste na Rede Globo, ingressando no mesmo ano na emissora, para gravar a novela “Meu Bem Meu Mal”, iniciando carreira de sucesso em novelas, filmes e montagens teatrais.

ANTONIO PETRIN

Ator e diretor, Antonio Petrin foi professor da Escola de Teatro na Fundação das Artes na década de 1970, onde lecionou a disciplina de Iniciação Teatral. Foi responsável por montagens como “Somos todos do jardim da infância”, “O Elevador”, “A Falecida”, “O Incidente no 113” e “Eles não usam Black-Tie”, realizado com trabalhadores da região do ABC.

EUGÊNIO KUSNET

Nascido em território que hoje corresponde à Ucrânia, Eugênio Kusnet emigrou ao Brasil em 1926. Em 1951, participou do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), iniciando intensa carreira de teatro e cinema, com passagem pelo Teatro Popular de Arte (TPA), Teatro Oficina e Teatro de Arena (que, posteriormente, recebeu o nome “Teatro de Arena Eugênio Kusnet”). Um dos principais divulgadores do método Stanislávski no Brasil, Kusnet foi professor na Fundação das Artes em 1974 e 1975, onde buscava propor ferramentas ao ator para a construção do personagem.

ULYSSES CRUZ

Ator e diretor de grandes produções, Ulysses Cruz trabalhou na Fundação de 1978 a 1983, ocupando as funções de Diretor e coordenador da Escola de Teatro. Realizou suas primeiras montagens na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, entre elas: a peça infantil “O cágado e a fruta”, “O Coronel dos Coronéis”, de Maurício Segall, em 1981, que contava com atuações de Cássia Kiss e Marcos Frota; e o musical “Lola Moreno”, de Bráulio Pedroso, Geraldo Carneiro e John Neschling, em 1982.

WALTER LOURENÇÃO

Maestro, professor e integrante da Comissão que organizou o Primeiro Festival de Canto Coral de São Caetano do Sul, levado a efeito em novembro de 1968, assumindo a seguir a direção da nova Escola de Música da Fundação das Artes.

Antes mesmo da aprovação legal da escola, em 1968 Lourenção contratou membros de um conjunto musical denominado Musicâmara, participante do festival, para compor o futuro corpo docente da escola. Este grupo transformou-se em uma orquestra de cordas, colocada a serviço da divulgação da futura escola de música.

LUTERO RODRIGUES

Formado em regência pela Universidade de São Paulo (USP), Lutero Rodrigues foi professor de análise musical e percepção musical na Fundação das Artes de 1975 a 1981, contribuindo na formação de profissionais que fizeram carreira nacional e internacional. Rodrigues também foi regente do Coro da Fundação, de 1977 a 1980, e da Orquestra de Câmara da instituição, de 1976 a 1978.

Em 1983, estudou na Alemanha e retornou ao Brasil em 1984, atuando como regente em diversas orquestras. De 1987 a 1991, foi diretor artístico dos Festivais de Inverno de Campos do Jordão, entre outras atividades. Em 2002, foi eleito membro da Academia Brasileira de Música, onde ocupa a cadeira nº 36.

DIOGO PACHECO

Maestro, jornalista, compositor, crítico musical, apresentador de programas de TV e rádio. Regeu a Orquestra Sinfônica Municipal e foi assistente de Eleazar de Carvalho na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Na Fundação das Artes, iniciou o curso de regência coral em 1969.

JOSÉ EDUARDO GRAMANI

José Eduardo Ciocchi Gramani foi concertino e regente em diversas orquestras brasileiras; dedicou-se à música de câmara, à composição, à pesquisa musical, e ao ensino de música, com destaque para sua contribuição à educação rítmica. Foi aluno e professor da Fundação das Artes.

AMILSON GODOY

Pianista, compositor, maestro, arranjador e professor, Amilson Godoy atuou como solista, integrante de prestigiados grupos, e à frente de diversas orquestras sinfônicas no país. Foi coordenador da Escola de Música da Fundação das Artes (1970-80). Em meados de 1975, criou a banda Salada Mista, atendendo à necessidade dos alunos de vivenciarem a prática em grupo.

NELSON AYRES

Pianista, arranjador, regente e compositor, Nelson Ayres é dos mais respeitados músicos brasileiros, com diversas experiências internacionais e trabalhos assinados com nomes consagrados, como Francis Hime.

O pianista atuou na Fundação das Artes no fim da década de 1970, contribuindo na criação de alguns conjuntos musicais da instituição, como a Big Band e o Quarteto de Flautas Doces.

ROBERTO SION

Saxofonista, flautista e clarinetista, compositor, arranjador, maestro e professor, Roberto Sion está entre os mais atuantes e respeitados nomes da música instrumental brasileira. Foi vanguardista em utilizar os elementos do jazz, do erudito, da música brasileira, seja ela Bossa Nova ou Samba. Foi professor na Fundação das Artes de 1974 a 1978.

Realizou diversos trabalhos internacionais, inclusive na Argentina e Europa, com Vinicius e Toquinho, participando junto a eles de turnê europeia com Antonio Carlos Jobim e Miucha. Fundador, regente titular e diretor artístico da Orquestra Jovem Tom Jobim, gravou diversos álbuns.